Discografia

Véu de Outono
(2013, Setembro)
Label - Kadaath Records

Nesse álbum, busquei um maior aprofundamento em algumas direções musicais. Talvez direções mais aceitáveis do que algumas anteriores. Há alguma influência do neofolk, de um bem distante shoegaze, e também há a sempre presente música ambient.
As músicas apontam à temática sulista mais do que nunca. Não há uma música sequer em inglês. Como disse Elomar Figueira de Mello numa entrevista:
"O Brasil tem essa babaquice, desses intelectualoides, desse abricionismo, de ser aberto às outras culturas. As culturas têm de ser fechadas. Aquilo que for conveniente para ser absorvido, que seja. Agora, afrouxar-se, porque a cultura de fora é de rico, é de uma moeda forte, isso é coisa de sub-raça, gente que não tem miolo, não tem envergadura, que não constitui raça."

Os únicos idiomas usados além do português são o ucraíno e o alemão; idiomas que meus antepassados falavam ainda no século passado e, agora, trago como herança a resgatar. A importância da reconquista cultural, da retomada de antigos valores e da indiferença para com as pressões da pós-modernidade são, agora, urgência e também terreno a conquistar. Uma vez conquistado, esse terreno dará sustentação aos grandes sonhos que dormitam baixo nossa existência. Pertence ao contemplar dessa possibilidade o espírito desse álbum. 

Partindo-se da reconquista cultural, abre-se a temática eslava. Uma das culturas que se encontra melhor preservada em nossas terras, mesmo que de forma silenciosa e afastada dos olhos do inimigo - que direcionou todas suas ambições ao germanismo. E agora, mais do que nunca, seus símbolos sagrados se erguem sobre o mundo num chamado crescente que remete ao combate às tendências nocivas e degenerativas do mundo pós-moderno e dos valores absurdos que se apossaram do Ocidente. Слава é Glória.

A busca por uma sonoridade mais própria – mesmo sendo que todas as faixas já sejam próprias elas mesmas –, ainda segue. Espero, somente, que meus camaradas de pátria e terreno sintam-se irmanados sob o céu austral, sob o Cruzeiro do Sul e sob as eternas runas de nossa luta. A eternidade nos acolherá de qualquer desamparo do interior do mundo.

"Para todos os que sentem o pulsar da ancestralidade como princípio norteador de sua existência em meio às ruínas de um mundo decrépito que vive sob o paradigma da dissolução. Aos poucos que ainda podem ser reconhecidos como Almas Pagãs, como espíritos em dessincronia com o atual estado das coisas. Seres das florestas e da névoa, a vós somente.
Além do vão teorizar e mais além do mero exercício da mediocridade; uma verdade que se percebe no sangue. Se acaso sentes as brisas eternas que agora se avizinham sobre o Sul do Mundo, és um dos nossos. Portanto, vos saúdo e convido ao desvelar da Runa Odalguiz." - Flavslav

:A House in the Forest: 
(2012, Julho)
Label – Kadaath Records


            Venho lhes trazer a minha visão de nostalgia. O sentir nostálgico sempre foi e será um elemento poderoso dentro do universo pessoal que pulsa dentro de mim. Não há como fugir da própria natureza; "expulse o natural pela porta e ele entrará pela janela" (Os Irmãos Karamázovi, Dostoiévski). Existem certas melodias e sons que remetem perfeitamente a nostalgia de algo, e até daquilo que não é algo, com toques de sutileza que convidam à fantasia e imersão em ambientes atmosféricos recriadores de sensibilidades já perdidas com o transcorrer do tempo. Eis a música nostálgica.
            Neste álbum : A House in the Forest : tento transportar a mente a um ambiente idealmente criado, uma casa antiga repleta de memórias e ares de gerações passadas. Coisas que são familiares aos que habitam essa parte do mundo e cativam ainda parte daquela mística que caminha no sentido oposto ao tempo. Mistérios iluminados pela nostalgia, e antigos objetos radiantes das emoções mais puras que subiam ao etérico ar matinal quando a casa despertava junto da floresta que a cercava. Velho lar que, constituído de madeira, parecia ser parte dos imponentes pinheiros que compõem a paisagem, como se a própria floresta sacrificasse parte sua para erguer esta morada que tanto significado já irradiou à sua volta.
Essa mística de lares antigos fica bem clara em uma letra do conjunto musical sulista de folk "Quintal de Clorofila":
"Existe um mistério no fundo dos quintais; ainda mais nos quintais de casas muito antigas. Deve ser a alma da infância, que ficou presa ali, qual balão cativo, esvoaçante no tempo..." (O Mistério dos Quintais - Quintal de Clorofila, 1983)
            Além de tudo, o ambiente é um refúgio. Como uma construção astral que se visita nos sonhos mais sutis e nostálgicos, trata-se de um ambiente cercado, intransponível àquele que não está em sincronia com sua natureza; o mundo moderno não pode tocá-lo
            Se o que cativa ao homem é a tensão entre aventura e segurança do retorno ao seu lar protegido, em : A House in the Forest : não é diferente. Uma aventura nas próprias memórias adormecidas, uma homenagem aos nossos precedentes, e uma sensação de conforto que pode ser comparada à imagem da casa antiga e aconchegante, no início da noite, com suas luzes quentes, alaranjadas e acolhedoras, em meio a uma paisagem bucólica: uma extensão de horizonte onde a névoa toma conta de suas extremidades.
            Convido ao apreciar desse mundo perdido caso se tenha sentido uma familiaridade com todo o descrito. Espero que seja-lhes possível adentrar nos próprios mistérios que ainda residem nalguma centelha legada lhes pelos seus predecessores.


Memories from Southern Forests and Stars
(2012, Maio)
Label - CVLMINIS

Memories from Southern Forests and Stars é um álbum diferente em sonoridade se comparado ao primeiro, há de se dizer que não tem relação alguma, mas isto é intencional. É um trabalho de experimentação sonora abordando uma temática semelhante; é menos cinzento e mais rico em cores de alvorada. Não tem nenhuma pretensão como raw black metal ou qualquer coisa do gênero. Busca o próprio caminho e diferentes formas de manifestação. Como no anterior trabalho, as gravações são feitas de modo rudimentar, não pretende-se que a técnica seja empecilho.
Sua abordagem é experimental, buscando trazer o ambient com o black metal repleto de distorção e saturação assim como sons que diferem totalmente disso. E mesmo assim, todo o álbum mantém uma certa calma sonora de uma natureza contemplativa.
Inaugura definitivamente a prioridade que se dá à temática Austral no universo musical de Werdvenus.

Mitos no Vale
(2011, Maio)
Label – Independente/internet

O primeiro trabalho do projeto. De caráter totalmente amador e cru, com uma sonoridade granulada, com chiados que vêm a tornar tudo cinzento. Minha primeira experiência musical verdadeira. Noutra época descrevi o trabalho da seguinte forma em entrevista ao blog Black Southern Winds:
"Tudo isso relacionado com a natureza do lugar que habito. Visões, rituais, acontecimentos espirituais, espiritualidade pagã, contemplar das coisas e seus sentidos na forma mais abrangente que me foi possível até o momento. É a relação dos elementos citados com a energia telúrica dos locais que deram origem às músicas. Trata-se do contemplar."
A afirmação nunca se negará; foi o possível de alcançar até o dado momento. Há uma espécie de síntese entre elementos de música ambient, black metal e eletrônica que lançavam um germe das futuras aventuras musicais. Marca também o lançamento da runa-mãe que confere a mística a todas as realizações do projeto: Odalguiz.



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